A
Análise Financeira: Refere-se à avaliação ou estudo da viabilidade, estabilidade e lucratividade de um negócio ou projeto. Engloba um conjunto de instrumentos e métodos que permitem realizar diagnósticos sobre a situação financeira de uma empresa, assim como prognósticos sobre o seu desempenho futuro.
Alavancagem Operacional: representa o efeito desproporcional entre a força efetuada numa ponta (a do nível de atividade ou produção) e a força obtida ou resultante na outra (a do lucro).
Alavancagem Financeira: representa a diferença entre a obtenção de recursos de terceiros a um determinado custo e aplicação desses recursos no ativo da empresa a uma determinada taxa; essa diferença (para mais ou para menos) provoca alteração na taxa de retorno sobre o patrimônio líquido.
B
Balanço: É um quadro (mapa, gráfico, etc.) onde é demonstrada a situação econômica/ financeira da empresa na data a que o balanço diz respeito. O balanço avalia a riqueza, isto é, o valor da empresa, mas não demonstra o seu resultado, apenas o apresenta em valor total, sendo a sua demonstração feita num outro documento chamado "demonstração de resultados". O balanço é composto por duas partes, que se encontram sempre em equilíbrio.O Ativo é igual ao Passivo mais o Patrimônio Líquido.
C
Centro de Custos: É a menor unidade de acumulação de custos, sendo representada por homens, máquinas e equipamentos de características semelhantes que desenvolvem atividades homogêneas relacionadas com o processo produtivo.
Centros de Custos Produtivos (CCP): Centros de custos por onde os produtos
passam durante o processo de fabricação e nos quais são transformados ou beneficiados. Exemplo: montagem, pintura, acabamento etc.
Centros de Custos Auxiliares (CCA): Centros de custos que fazem parte do
processo produtivo, mas não atuam diretamente nos produtos. Prestam serviços ou dão apoio aos CCP. Exemplo: manutenção, planejamento, refeitório, ambulatório e etc.
Contabilidade: É a ciência que estuda e controla o patrimônio, objetivando representá-lo graficamente, evidenciar suas variações, estabelecer normas para sua interpretação, análise e auditagem e servir como instrumento básico para a tomada de decisões de todos os setores direta ou indiretamente envolvidos com a empresa.
Custo: Compreende a soma dos gastos com bens e serviços aplicados ou consumidos na produção de outros bens ou serviços. O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bem e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Ex.: o salário do operário, da fábrica, etc.
“Custo Brasil”: é o custo de se produzir no Brasil. Não há uma tentativa de medida tão concreta quanto à do “Risco Brasil”, mas é uma medida mais facilmente compreendida, porque existe de fato internamente e é sentida claramente por todos os empreendedores.
Custos das Mercadorias Vendidas (CMV): Valor dos gastos incorridos no processo de aquisição dos bens que foram sacrificados para que a empresa gerasse receitas de vendas de mercadorias. (a forma de calcular o CPV e o CMV será discutida no capítulo que aborda a avaliação do estoque).
Custos dos Produtos Vendidos (CPV): Valor dos gastos incorridos no processo de produção dos bens que foram sacrificados para que a empresa gerasse receita de vendas de produtos.
Custos dos Serviços Prestados (CSP): Valor dos gastos incorridos no processo de prestação dos serviços para que a empresa gerasse receita de prestação de serviços.
Custos de Oportunidade: É o valor do benefício que se deixa de ganhar, quando no processo decisório se toma um caminho em detrimento de outro, ou seja, os benefícios da alternativa rejeitada serão o custo de oportunidade da alternativa selecionada. Rendimentos que a empresa deixa de ganhar é um custo de oportunidade.
Custos Diretos: São aqueles que são facilmente atribuíveis a um determinado bem ou serviço, ou seja, são percebidos com clareza em cada produto ou serviço. Ex.: Matéria prima, mão de obra direta.
Custos Estimados: São pré-determinados e se destinam a resolver certos problemas de controle e planejamento. São computados na base das informações disponíveis anteriormente, à produção e à compra.
Custos Evitáveis e Não Evitáveis: Os evitáveis são eliminados ao se deixar de realizar uma determinada atividade. Os não evitáveis aparecerão em qualquer circunstancia.
Custos Fixos: São aqueles que independem do volume de produção ou venda. Representam a capacidade instalada que a empresa possui para produzir e vender bens ou serviços. Em termos de custos totais, independem das quantidades produzidas ou vendidas. Ex.: depreciação, aluguel.
Custos Históricos: São aqueles registrados contabilmente e sobre eles não há qualquer reajuste monetário. São custos realmente incorridos. Em outras palavras, são os custos objetivos, por que não sofrem nenhuma influência de julgamento subjetivo.
Custos indiretos: São aqueles custos que beneficiam toda a produção de um bem ou serviço. São todos os custos de produção, exceto os materiais diretos e mão-de-obra direta. Ex.: Aluguel, depreciação, salário da supervisão.
Custos Variáveis: São aqueles que estão diretamente relacionados com o volume de produção ou venda. Ex.: Matéria prima.
Custo Padrão: São custo pré-determinados, calculados com base nos parâmetros operacionais, aplicados sobre tudo, quando os parâmetros ou indicadores físicos estão perfeitamente definidos. Serve como meio de comparação, para se ter uma idéia de quanto se evoluiu ou não, em relação à períodos de anteriores.
Custos Primários: É a soma da mão-de-obra direta e material direto utilizado no processo de produção. Podemos supor que tanto a mão-de-obra direta quanto o material direto, foram os dois primeiros itens de produção e serem identificados e contabilizados. É do interesse da administração da empresa controlar estes dois itens de custo, por serem mais relevantes e por significativos itens do custo total de produção.
Custos Rateados: São sempre custos indiretos, pois o rateio é realizado mediante o emprego de critérios e taxas, que resultam na divisão proporcional de um montante global.
Custo Semi-Variáveis: São aqueles que possuem uma parcela fixa e uma variável.
Custo de Transformação: É o custo de transformação do material em produtos. É a soma de mão-de-obra indireta e custos indiretos de fabricação.
D
Desembolso: Pagamento resultante da aquisição de bens ou serviços, podendo ocorrer antes, durante ou após a ocorrência do fato. Ex.: é quando sai o dinheiro do caixa ou do banco.
Despesa: Compreende os gastos decorrentes do consumo de bens e da utilização de serviços das áreas administrativa, comercial e financeira, que direta ou indiretamente visa a obtenção de receitas. As despesas são itens que reduzem o lucro. Ex.: O salário do vendedor, que irá comercializar o produto.
E
Estatística: É um conjunto de técnicas e métodos de pesquisa que entre outros tópicos envolve o planejamento do experimento a ser realizado, a coleta qualificada dos dados, a inferência, o processamento, a análise e a disseminação das informações.
G
Gasto: Sacrifício financeiro com que a empresa arca para obtenção de um produto, ou serviço qualquer, seja para uso ou consumo. Ex.: Gasto com compra de matéria-prima.
I
Investimentos: Compreende geralmente os gastos com aquisição de bens de uso da empresa (ativos), ou ainda, aumento de sua vida útil. Ex.: A compra de um veículo é um investimento e não uma despesa ou custo. No entanto, a perda do valor do veículo em virtude de sua depreciação, representa uma despesa ou custo.
Índice de Rentabilidade: São responsáveis por medir o quanto uma empresa está sendo lucrativa ou não. O seu conceito analítico é, quanto maior melhor.
M
Margem de Contribuição: É o valor, ou percentual, que sobra das vendas, menos o custo direto variável e as despesas variáveis. A margem de contribuição representa o quanto à empresa tem para pagar as despesas fixas e gerar o lucro líquido.
Perda: Bens ou serviços consumidos de forma anormal ou involuntária. Tem como característica a anormalidade e involuntariedade. São itens que vão diretamente à conta de resultado. Ex.: Perdas com incêndio, gastos com mão-de-obra duramente um período de greve.
P
Ponto de Equilíbrio: É o valor que a empresa precisa vender para cobrir o custo das mercadorias vendidas, as despesas variáveis e as despesas fixas. No Ponto de Equilíbrio, a empresa não terá lucro nem prejuízo.
Princípio da Competência: É o Princípio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimônio, para transformar-se em elemento modificador do Patrimônio Líquido.
R
Rateio: Divisão ou distribuição proporcional.
Rentabilidade: É uma medida do retorno de um investimento. Calcula-se dividindo o lucro obtido pelo valor do investimento inicial. É a quantidade de dinheiro que o investidor ganha para cada quantia investida.
S
Sistema de Custeio: É o método utilizado para apuração e apropriação dos custos ao produto ou seja, a ferramenta que auxilia a contabilidade de custos na geração de informações que servirão de suporte às tomadas de decisões dos gestores.
Sistema de Custeio Real: Os preços de transferência são calculados com base em custos reais.
Sistema de Custeio Teórico: Os preços de transferência não são obtidos com base nos dados da exploração, mas com base em dados externos.